Messi se despede da Argentina com gol, assistências e uma ovação histórica no Monumental

Introdução

Na noite de 6 de outubro de 2026, o Estádio Monumental, em Buenos Aires, foi palco de um dos capítulos mais emocionantes da história do futebol mundial. Lionel Messi, aos 39 anos, vestiu pela última vez a camisa da seleção argentina em uma partida amistosa contra Benin. O que se viu não foi apenas um jogo, mas uma despedida cuidadosamente coreografada, repleta de homenagens, lágrimas e, como não poderia deixar de ser, futebol de altíssimo nível. O craque não decepcionou: marcou um gol de pênalti e deu duas assistências na vitória por 3 a 0, encerrando sua trajetória na Albiceleste com números que consolidam sua condição de maior ídolo da história do país.

O contexto da despedida

A decisão de Messi de encerrar sua carreira internacional foi anunciada em agosto de 2026, após a derrota da Argentina para a Espanha na final da Copa do Mundo daquele ano. O peso da derrota, somado à morte de seu pai, Jorge Messi, poucas semanas antes, foi determinante para que o camisa 10 optasse por dar um ponto final em um ciclo de 21 anos defendendo a seleção. A partida contra Benin, inicialmente vista como um simples amistoso de data FIFA, transformou-se em um evento de proporções gigantescas, com o Monumental completamente lotado e uma atmosfera de gratidão e despedida.

O tributo no minuto 10

Um dos momentos mais simbólicos da noite ocorreu aos 10 minutos do primeiro tempo. O árbitro chileno Fernando Véjar interrompeu a partida para que todo o estádio se levantasse e ovacionasse Messi. A escolha do minuto não foi aleatória: faz referência ao número 10, a camisa que Messi imortalizou na seleção argentina. Mais de 85 mil espectadores cantaram o nome do capitão, enquanto fogos de artifício iluminavam o céu de Buenos Aires. O goleiro de Benin, Marcel Dandjinou, e os demais jogadores da equipe africana também participaram da homenagem, aplaudindo o ídolo argentino. Messi, visivelmente emocionado, permaneceu no centro do campo, cercado por companheiros que compartilharam com ele as maiores conquistas da história recente da seleção.

A partida: futebol e emoção

Apesar do clima de despedida, Messi não se limitou a ser um espectador de sua própria festa. Desde os primeiros minutos, mostrou que ainda tinha muito a oferecer. No primeiro tempo, arriscou chutes e criou oportunidades, exigindo boas defesas do goleiro adversário. O primeiro gol da Argentina saiu aos 48 minutos da etapa final: após cobrança de escanteio de Messi, o zagueiro Nicolás Otamendi completou para o fundo das redes. O abraço entre os dois, companheiros de longa data na seleção, foi um dos momentos mais emotivos da noite.

Pouco depois, aos 61 minutos, Messi deu mais uma demonstração de sua visão de jogo. Com um passe preciso, colocou o jovem Nico Paz, de 22 anos, em condições de marcar um belo gol de fora da área. O gesto foi interpretado por muitos como uma passagem de bastão simbólica: o herdeiro da camisa 10 sendo assistido pelo próprio Messi em sua despedida.

O terceiro gol veio de uma penalidade sofrida por Agustín Giay aos 68 minutos. Messi, como não poderia deixar de ser, assumiu a responsabilidade. Aos 71 minutos, converteu a cobrança com categoria, ampliando seu recorde como maior artilheiro da história da seleção argentina para 126 gols em 208 partidas. O gol selou a vitória por 3 a 0 e garantiu que sua última aparição com a camisa albiceleste terminasse com seu nome na súmula, como tantas vezes aconteceu ao longo de mais de duas décadas.

Números de uma carreira lendária

A despedida de Messi coloca um ponto final em uma trajetória internacional que começou em 2005, quando ele ainda era um adolescente. Em 21 anos defendendo a Argentina, Messi disputou 208 partidas, marcou 126 gols e deu 67 assistências. É o jogador com mais partidas e mais gols pela seleção argentina, superando com folga o segundo colocado, Gabriel Batistuta, que marcou 56 gols.

Além dos números individuais, Messi conquistou títulos que marcaram época: a Copa do Mundo de 2022 no Catar, as Copas América de 2021 e 2024 e a Finalíssima de 2022. Em nível de base, também ajudou a Argentina a conquistar o Mundial Sub-20 de 2005 e a medalha de ouro olímpica em Pequim 2008. Sua carreira na seleção não foi isenta de críticas e momentos difíceis, especialmente após derrotas em finais importantes. No entanto, as conquistas recentes transformaram sua relação com a torcida argentina, e a despedida no Monumental foi a prova definitiva desse reconhecimento.

A emoção do discurso e as lágrimas

Após o apito final, Messi pegou o microfone e falou diretamente com a torcida que ainda lotava o Monumental. Visivelmente emocionado, lembrou do pai, falecido meses antes, e agradeceu pelo apoio recebido ao longo de todos esses anos. “É difícil dizer. São muitas emoções. Obviamente a primeira que penso é no meu pai. Só posso agradecer. Foi um orgulho defender essa camisa por 20 anos, até nos piores momentos. Nunca deixei de dar o meu máximo”, declarou. Messi também destacou o privilégio de ter jogado pela Argentina e afirmou que sentirá saudades de vestir a camisa albiceleste.

Antes mesmo da partida, a emoção já havia tomado conta. O ônibus que transportou a delegação de Ezeiza até o Monumental avançou a passo de homem, cercado por uma multidão de torcedores que pararam o trânsito para aplaudir e filmar o ídolo. Já no estádio, Messi não conteve as lágrimas durante a execução do hino argentino, emocionando também o técnico Lionel Scaloni. Os filhos do craque o acompanharam na entrada em campo, em um gesto que simbolizou a dimensão familiar e pessoal daquele momento.

O futuro de Messi: Inter Miami e além

Apesar da despedida da seleção argentina, a carreira de Messi nos clubes está longe de terminar. Ele segue vinculado ao Inter Miami, da MLS, com contrato até o final de 2028. Desde que chegou ao clube americano em 2023, Messi ajudou a transformar a equipe em uma potência do futebol norte-americano, conquistando a Leagues Cup de 2023, o Supporters’ Shield de 2024, a MLS Cup de 2025 e a Campeones Cup de 2026. Seu salário é o mais alto da liga, com compensação garantida de aproximadamente 28,3 milhões de dólares por temporada.

Há especulações sobre o que Messi fará após encerrar sua carreira como jogador. Seu contrato com o Inter Miami inclui uma cláusula que lhe dará uma participação acionária no clube após a aposentadoria, o que sugere que ele pretende permanecer envolvido com o futebol de alguma forma. No entanto, a decisão de deixar a seleção argentina foi um passo significativo em direção a um futuro sem os compromissos internacionais, permitindo que ele se concentre em sua família e em seus negócios.

Análise: o legado de Messi e o que sua despedida representa

A despedida de Messi da seleção argentina não é apenas o fim de uma era no futebol do país, mas um momento de reflexão sobre o que ele representou para o esporte mundial. Sua trajetória na Albiceleste foi marcada por uma dualidade cruel: por um lado, o talento incomparável que o levou a se tornar o maior jogador de sua geração; por outro, a pressão esmagadora de um país que exigia dele a repetição do que Diego Maradona havia feito em 1986. Durante anos, Messi foi criticado por não conseguir traduzir seu desempenho nos clubes para a seleção, e a comparação com Maradona tornou-se um fardo quase insuportável.

No entanto, as conquistas recentes mudaram tudo. A Copa América de 2021 quebrou um jejum de 28 anos sem títulos importantes, e a Copa do Mundo de 2022 coroou Messi como campeão mundial, algo que nem mesmo Maradona conseguiu repetir. A partir daí, sua relação com a torcida argentina foi transformada. A despedida no Monumental, com estádio lotado, fogos de artifício e lágrimas coletivas, foi a consagração definitiva de um ídolo que soube esperar o momento certo para ser reconhecido.

Do ponto de vista do futebol argentino, a saída de Messi abre uma lacuna difícil de preencher. Jogadores como Nico Paz, que marcou um dos gols da vitória sobre Benin após assistência de Messi, são apontados como possíveis herdeiros, mas a sombra do camisa 10 será longa. A seleção argentina precisará se reinventar sem seu maior símbolo, e o técnico Lionel Scaloni, que acompanhou Messi durante toda a era mais vitoriosa da história recente da Albiceleste, terá a missão de construir uma nova identidade para a equipe.

Para os fãs de Messi ao redor do mundo, a despedida da seleção argentina é um lembrete de que até os maiores gênios têm um fim. Mas também é uma celebração de tudo o que ele conquistou. Messi não apenas ganhou títulos; ele encantou, inspirou e emocionou milhões de pessoas com seu futebol. Sua despedida no Monumental foi a prova de que, apesar de todas as críticas e dificuldades, ele sempre teve o carinho de seu povo. Como ele mesmo disse, sai em paz, tendo dado tudo de si.

Conclusão

A noite de 6 de outubro de 2026 entrará para a história como o dia em que Lionel Messi disse adeus à seleção argentina. Foi uma despedida à altura de sua grandeza: um estádio lotado, um tributo emocionante no minuto 10, um gol de pênalti, duas assistências e um discurso que tocou o coração de todos os presentes. Messi encerra sua trajetória na Albiceleste com 208 partidas, 126 gols, 67 assistências e uma coleção de títulos que inclui a Copa do Mundo de 2022 e as Copas América de 2021 e 2024. Seu legado vai muito além dos números: ele mudou a forma como o futebol argentino é visto e provou que é possível ser o melhor do mundo sem nunca deixar de ser humano.

A partir de agora, Messi seguirá sua carreira no Inter Miami, onde continuará encantando os fãs com seu futebol. Mas para a seleção argentina, o vazio deixado pelo camisa 10 será sentido por muito tempo. A era Messi na Albiceleste acabou, mas sua história jamais será esquecida. O Monumental, palco de tantas glórias, foi testemunha de um adeus que, mais do que o fim de um ciclo, representou a consagração de um dos maiores atletas de todos os tempos.

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Eu  ,NB Fresh, sou um jovem estudante e solteiro. Sou filho de Nelson Muzala e de Zinha Bernadeth. Resido no bairro Terra Nova. Tenho formação em Língua Inglesa. Atualmente estou a formar-me em Engenharia de Minas, mas pretendo mudar para Psicologia Humana. Sou dirigente de um site de notícias. Gosto muito de comunicar, aprender, descobrir coisas novas e aprender com as pessoas. Tenho uma paixão especial pela disciplina de Física.

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