Lionel Messi anuncia aposentadoria definitiva da seleção argentina: “Me vacié, ya no tengo más para dar”

Aos 39 anos, o maior jogador da história da Albiceleste encerra um ciclo de duas décadas após a derrota na final da Copa do Mundo de 2026 e a perda do pai. A decisão, tomada dois dias após a final, foi revelada em uma carta manuscrita que comoveu o mundo do futebol.

Por Redação Internacional | 31 de agosto de 2026

O futebol mundial parou nesta segunda-feira (31). Lionel Andrés Messi, o homem que transformou a angústia de um país em glória eterna, anunciou sua retirada definitiva da seleção argentina. Aos 39 anos, o capitão da Albiceleste publicou em suas redes sociais uma carta manuscrita que oficializa o fim de uma das trajetórias mais gloriosas da história do esporte. “Me vacié, ya no tengo más para dar”, escreveu o camisa 10, em uma confissão que ressoou de Buenos Aires a Barcelona, de Miami a Doha.

O anúncio, feito exatamente 43 dias após a derrota da Argentina para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026 — disputada em 19 de julho no MetLife Stadium, em Nova Jersey —, encerra um capítulo de mais de duas décadas de devoção à camisa albiceleste. Diferentemente da primeira tentativa de aposentadoria, em 2016, esta é definitiva. E a mensagem que acompanha o adeus é tão visceral quanto o legado que ele deixa: três folhas de um bloco de notas rabiscadas à mão, com uma caneta dourada, e a data de 21 de julho de 2026 — dois dias após a final.

“Depois de todo o tempo que passou desde a final, e pensando muito, quero comunicar a todos que me retiro da Seleção… Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que é o momento. Juro que sempre dei tudo, não apenas nos últimos anos, quando ganhamos tudo, mas antes também. Sempre lutei e dei tudo por esta camisa, para dar alegrias e fazer com que vocês se sentissem orgulhosos de serem argentinos através do futebol”.

O anúncio pegou o planeta desportivo de surpresa, ainda que muitos esperassem por ele. A Associated Press, a EFE, o jornal britânico The Guardian e os argentinos La Nación e Diario Olé interromperam suas programações habituais para dissecar o encerramento da era mais vitoriosa da Albiceleste. O técnico Lionel Scaloni, que ainda não havia confirmado se continuaria no comando da seleção, foi um dos primeiros a se manifestar: “É o fim de uma era. Leo nos deu tudo. Agora é honrar o que ele construiu”.

A decisão: lágrimas, luto e a certeza do fim

O anúncio desta segunda-feira não foi uma decisão de última hora. Messi revelou que escreveu a carta de despedida em 21 de julho de 2026, apenas dois dias após a derrota para a Espanha na final. No entanto, o craque optou por não publicá-la imediatamente. O motivo foi a saúde de seu pai, Jorge Messi, que faleceu em 8 de agosto de 2026, aos 68 anos, após ser hospitalizado durante a Copa do Mundo.

“Hoje, depois do que aconteceu com meu pai, estou mais convencido do que antes”, escreveu Messi ao final da carta, revelando que a perda familiar reforçou sua convicção de que era o momento certo de se despedir.

A imagem de Messi chorando desconsoladamente no gramado do MetLife Stadium, após a derrota para a Espanha, enquanto os adversários levantavam o troféu, ganhou um novo significado. Sabe-se agora que suas lágrimas não foram apenas pela derrota esportiva, mas porque ele sabia, em seu íntimo, que o fim de uma era se aproximava. O goleiro Emiliano Martínez, seu companheiro de seleção e um dos mais próximos no elenco, revelou em entrevista à rádio argentina: “Ele já havia dito a alguns de nós, no vestiário após a final, que talvez fosse o último jogo. Ninguém queria acreditar. Mas Leo sempre soube o que estava fazendo.

“A decisão de Messi, no entanto, não significa o fim de sua carreira como jogador profissional. O atacante tem contrato com o Inter Miami até 31 de dezembro de 2028 e pretende cumpri-lo até o fim. A aposentadoria é exclusivamente da seleção argentina — uma distinção que o próprio craque fez questão de deixar clara em sua mensagem.

O peso de duas décadas: números que impressionam

Lionel Messi deixa a seleção argentina como o maior artilheiro e o jogador com mais partidas disputadas na história da Albiceleste. Ao todo, foram 207 jogos oficiais e 125 gols marcados. Números que, por si só, já o colocariam no panteão dos maiores jogadores de todos os tempos. Mas sua trajetória vai muito além das estatísticas.

Messi estreou pela seleção principal da Argentina em 17 de agosto de 2005, em um amistoso contra a Hungria, em Budapeste. A estreia, no entanto, foi atípica: ele entrou em campo aos 63 minutos e foi expulso apenas dois minutos depois, após uma falta em Vilmos Vanczák. Na época, poucos poderiam imaginar que aquele adolescente franzino, de apenas 18 anos, se tornaria o maior ídolo da história do futebol argentino — superando até mesmo Diego Maradona.

Ao longo de 21 anos defendendo a camisa albiceleste (considerando as categorias de base, onde também brilhou), Messi colecionou títulos que transformaram para sempre a história do futebol argentino:

• Copa do Mundo FIFA (2022)
• Copa América (2021 e 2024)
• Finalíssima (2022)
• Campeonato Mundial Sub-20 (2005)
• Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos (2008)

A Copa do Mundo de 2022, conquistada no Catar, foi o ponto mais alto de sua trajetória internacional. Após anos de decepções — incluindo a derrota na final da Copa do Mundo de 2014 para a Alemanha e as finais consecutivas da Copa América de 2015 e 2016 —, Messi finalmente alcançou o título que lhe faltava. A imagem dele erguendo o troféu no Estádio Lusail, em 18 de dezembro de 2022, é considerada por muitos o momento mais icônico da história do futebol argentino.

Das críticas à glória: a redenção de um gênio

A trajetória de Messi com a seleção argentina nunca foi um conto de fadas linear. Pelo contrário, foi marcada por altos e baixos, por críticas impiedosas e por uma pressão que poucos jogadores suportariam. Durante anos, Messi foi apontado como o “villano” da seleção, o jogador que não conseguia replicar com a Argentina o desempenho avassalador que tinha no Barcelona.

As derrotas nas finais da Copa América de 2015 (para o Chile, nos pênaltis) e de 2016 (novamente para o Chile, também nos pênaltis) foram os momentos mais sombrios de sua carreira internacional. Após a segunda derrota para o Chile, na final da Copa América Centenário, Messi anunciou sua primeira aposentadoria da seleção. Na ocasião, ele disse: “Já está, se acabou para mim a seleção. Lo intenté mucho, me duele más que a ninguno no poder ser campeón con Argentina”.

Mas Messi voltou atrás. E essa volta, ao contrário do que muitos poderiam esperar, não foi marcada por mais frustrações, mas por uma redenção histórica. A virada começou com a conquista da Copa América de 2021, no Maracanã, contra o Brasil, quebrando um jejum de 28 anos sem títulos da seleção principal. Seguiu-se a Finalíssima de 2022, contra a Itália, e, finalmente, o ápice: o Mundial do Catar.

“Leo sempre foi criticado por não ter títulos com a seleção. E ele ouvia isso todos os dias. Mas ele nunca desistiu. Ele poderia ter desistido em 2016, mas voltou. E voltou para fazer história”, disse o ex-companheiro de seleção Ángel Di María, em uma homenagem publicada nas redes sociais após o anúncio de Messi.

A Copa América de 2024, conquistada nos Estados Unidos, foi a coroação de uma geração que aprendeu a vencer. E a final da Copa do Mundo de 2026, mesmo com a derrota, consolidou Messi como o líder de uma das melhores seleções argentinas de todos os tempos.

O legado: mais que um jogador, um símbolo

O impacto de Messi na Argentina vai muito além do futebol. Ele é um símbolo de superação, de resiliência e de amor à pátria. Em sua carta de despedida, ele deixou claro que sempre lutou pela camisa albiceleste “para dar alegrias e fazer com que vocês se sentissem orgulhosos de serem argentinos através do futebol”.

O presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), Claudio Tapia, já havia anunciado anteriormente que a entidade planeja aposentar permanentemente a camisa 10 da seleção em homenagem a Messi. Com o anúncio da aposentadoria, essa homenagem deve ser concretizada nos próximos meses.

“Leo não é apenas o melhor jogador da história do futebol. Ele é o melhor argentino que já vestiu esta camisa. Ele nos deu a alegria que sonhamos por gerações. Nunca poderemos pagar o que ele fez por nós”, declarou Tapia em entrevista coletiva.

Nas ruas de Buenos Aires, a notícia foi recebida com comoção. Milhares de torcedores se reuniram espontaneamente no Obelisco, o tradicional ponto de encontro para celebrações e homenagens, para cantar músicas em homenagem ao ídolo. Cartazes com frases como “Gracias Leo” e “El más grande” foram vistos por toda a cidade.

A nova geração e o futuro da Albiceleste

Em sua mensagem, Messi foi enfático ao justificar sua decisão não apenas pelo desgaste físico e emocional, mas também pela necessidade de abrir espaço para novos talentos. “Me esvaziei, já não tenho mais para dar e, além disso, vêm grandes jogadores atrás que merecem estar”, escreveu o camisa 10, em uma demonstração de grandeza que poucos atletas em sua posição teriam.

A Argentina, que nos últimos anos construiu uma base sólida de jovens talentos, agora terá que lidar com a ausência de seu maior líder. Nomes como Julián Álvarez, Enzo Fernández, Lautaro Martínez e Alejandro Garnacho serão os principais candidatos a assumir o protagonismo na nova era da Albiceleste.

“O que Leo fez pela seleção é imensurável. Agora é nossa vez de honrar esse legado. Vamos dar tudo para continuar fazendo os argentinos felizes”, escreveu Julián Álvarez em suas redes sociais.

O técnico Lionel Scaloni, que liderou a Argentina nas conquistas da Copa América de 2021 e 2024 e na Copa do Mundo de 2022, ainda não confirmou se continuará no cargo. Fontes próximas à AFA indicam que Scaloni deve anunciar sua decisão nas próximas semanas, após conversar com a diretoria e avaliar o futuro do projeto.

A reação do mundo do futebol

O anúncio da aposentadoria de Messi gerou uma onda de homenagens em todo o mundo. Jogadores, treinadores, clubes e federações se manifestaram nas redes sociais para prestar suas homenagens ao maior jogador da história.

Cristiano Ronaldo, seu maior rival na última década e meia, publicou uma mensagem emocionada: “Leo, sua trajetória é uma inspiração para todos nós. O futebol perde um dos seus maiores, mas seu legado é eterno. Obrigado por tudo que você fez por este esporte”.

O Barcelona, clube onde Messi construiu a maior parte de sua carreira, publicou uma nota oficial: “O FC Barcelona se curva diante da grandeza de Lionel Messi. Obrigado por tudo, Leo. Você sempre será um dos nossos.”

O Inter Miami, atual clube de Messi, também se manifestou: “Leo, você é um orgulho para o nosso clube e para todo o futebol. Sua jornada com a Argentina é lendária. Estamos honrados em tê-lo conosco e em ver o que você ainda vai conquistar.”

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, chamou Messi de “o maior embaixador do futebol de todos os tempos” e disse que sua “contribuição para o esporte é imensurável

O que vem agora para Messi?

Com a aposentadoria da seleção, Messi deve se concentrar exclusivamente em sua carreira no Inter Miami. O clube da Major League Soccer (MLS) tem contrato com o craque até 2028. A expectativa é que Messi continue atuando em alto nível no futebol norte-americano, onde já é considerado o maior jogador da história da liga.

Além disso, especula-se que Messi possa assumir um papel de embaixador do futebol argentino, ajudando a desenvolver novos talentos e representando a AFA em eventos internacionais. Em sua carta, ele deixou claro que pretende continuar apoiando a seleção, agora como torcedor.

“Agora serei mais um de vocês, torcendo e apoiando sempre de fora, nas boas e nas ruins, muito mais”, escreveu Messi, em uma passagem que emocionou os torcedores argentinos.

Análise: o fim de uma era dourada

A aposentadoria de Lionel Messi da seleção argentina marca o fim de uma era dourada no futebol mundial. Junto com Cristiano Ronaldo — que também anunciou recentemente sua aposentadoria da seleção portuguesa —, Messi dominou o futebol nas últimas duas décadas. A rivalidade entre os dois é considerada a mais marcante da história do esporte.

Mas, além da rivalidade, Messi deixa um legado de superação que vai muito além dos títulos. Ele transformou a relação de um país inteiro com seu futebol, passando de vilão a herói, de frustração a glória.

O jornal espanhol El País publicou em sua capa: “Messi se va. El fútbol llora.” O La Gazzetta dello Sport, da Itália, estampou: “Grazie, Leo.” E o argentino Diario Olé resumiu o sentimento de uma nação: “Eterno.”

A carta na íntegra

Abaixo, a íntegra da carta publicada por Lionel Messi em suas redes sociais:

“Depois de todo o tempo que passou desde a final, e pensando muito, quero comunicar a todos que me retiro da Seleção… Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que é o momento. Juro que sempre dei tudo, não apenas nos últimos anos, quando ganhamos tudo, mas antes também. Sempre lutei e dei tudo por esta camisa, para dar alegrias e fazer com que vocês se sentissem orgulhosos de serem argentinos através do futebol.

Falta pouco e as etapas vão se encerrando, e esta é uma que dói muito. Amo, amei e amarei sempre estar na Seleção. Eu me esvaziei, já não tenho mais para dar e, além disso, vêm grandes jogadores atrás que merecem estar. Obrigado por todo o carinho destes 20 anos. Vou sentir muita falta de ouvir vocês de dentro. Agora vou ser mais um de vocês, torcendo e apoiando sempre de fora, nas boas e nas ruins, muito mais.

Obrigado à minha família por estar sempre comigo, por me acompanhar nesta viagem tão bonita, mas difícil. Obrigado a cada um dos treinadores, companheiros e dirigentes com quem tive a oportunidade de compartilhar. Levo comigo lembranças e momentos inesquecíveis que vivi. Vou embora com a tranquilidade e o orgulho de ter dado a vocês, junto com meus companheiros, momentos com os quais sonhamos. Foi uma loucura ter vivido tudo isso com vocês. Eu amo vocês!

Obrigado, Deus, por me fazer argentino. Vai, Argentina!

Escrevi estas palavras em 21 de julho, dois dias após a final. Hoje, depois do que aconteceu com meu pai, estou ainda mais convicto do que antes.”

Cronologia: os momentos mais marcantes de Messi pela Argentina

• 2005: Estreia pela seleção principal, aos 18 anos, em amistoso contra a Hungria (expulso em dois minutos).
• 2005: Conquista do Mundial Sub-20, na Holanda.
• 2007: Vice-campeão da Copa América, perdendo para o Brasil na final.
• 2008: Medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim.
• 2014: Vice-campeão da Copa do Mundo, perdendo para a Alemanha na prorrogação.
• 2015: Vice-campeão da Copa América, perdendo para o Chile nos pênaltis.
• 2016: Vice-campeão da Copa América Centenário, novamente para o Chile nos pênaltis. Anuncia aposentadoria, mas volta atrás meses depois.
• 2021: Conquista da Copa América, no Maracanã, contra o Brasil. Primeiro título importante pela seleção principal.
• 2022: Conquista da Finalíssima contra a Itália.
• 2022: Conquista da Copa do Mundo no Catar. É eleito o melhor jogador do torneio.
• 2024: Conquista da Copa América nos Estados Unidos.
• 2026: Vice-campeão da Copa do Mundo, perdendo para a Espanha na prorrogação.
• 2026: Anuncia aposentadoria definitiva da seleção argentina.

O legado imortal

Lionel Messi deixa a seleção argentina como o maior jogador da história do país e, para muitos, o maior de todos os tempos. Sua trajetória é um testemunho de que a persistência, o talento e a dedicação podem superar até as maiores adversidades.

Ele entrou em campo pela primeira vez com a camisa albiceleste como um adolescente promissor. Sai como um homem que realizou o sonho de uma nação inteira. E, como ele mesmo escreveu, sai “com a tranquilidade e o orgulho” de ter dado tudo de si.

O futebol argentino nunca mais será o mesmo. Mas o legado de Messi — suas jogadas, seus gols, suas lágrimas e suas alegrias — ficará para sempre gravado na memória de cada torcedor. Como disse o técnico Lionel Scaloni: “Leo não precisa de mais nada. Ele já é imortal.”

Agora, a Argentina se despede de seu maior ídolo. E o mundo do futebol se curva diante da grandeza de Lionel Messi.

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Eu  ,NB Fresh, sou um jovem estudante e solteiro. Sou filho de Nelson Muzala e de Zinha Bernadeth. Resido no bairro Terra Nova. Tenho formação em Língua Inglesa. Atualmente estou a formar-me em Engenharia de Minas, mas pretendo mudar para Psicologia Humana. Sou dirigente de um site de notícias. Gosto muito de comunicar, aprender, descobrir coisas novas e aprender com as pessoas. Tenho uma paixão especial pela disciplina de Física.

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